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I
Mistério · Suspense

O Caso de Marianne

A cidade dormia quando Marianne desapareceu. Ninguém viu. Ninguém ouviu. Mas alguém sabia.

 Havia uma família que morava numa vila pequena e isolada nas montanhas, não sei as nacionalidades nem tão pouco a identidade. Sei que eram novos naquela vila e queriam uma vida segura longe da pressa do dia a dia nas grandes cidades.
 Marianne era casada e tinha um filho, Joann, este tinha pouco mais de 12/13 anos.
 Acabados de chegar à vila já se sabe, inscrever o filho na escola, tratar das papeladas e das burocracias todas.
 E então começou a vida desta família nesta nova e suposta segura vila.
 Mas os problemas começaram a chegar.
 Joann começa a sofrer bullying por parte de 3 rapazes, mais velhos, entre os 16 e os 18 anos, matulões. Primeiro não diz nada, e nem nada precisa de dizer, pois chegava a casa todo marcado das lutas que perdi-a constantemente com aqueles desgraçados.
 O marido de Marianne, Berth, tinha uma condição física que o impedia de ter uma vida normal, mas dizem que o amor suporta tudo quando verdadeiro não é?
 Marianne não contava ao marido o que se andava a passar com Joann na escola, ainda que a criança não passasse despercebida.
 Foram dias e dias de maus tratos para com o filho e então, Marianne fartou-se daquela situação toda e foi à escola tentar resolver a situação.
 Quando sai porta fora chateada e a repensar a sua vida, é abordada por os 3 matulões onde entre eles havia o cabecilha. Gozavam com ela e com o filho à sua frente e ela sentindo-se impotente, já chateada encosta um deles a ameaça-os, tentado que eles parassem de incomodar Joann.
 A situação foi parando mas ela começou a sentir-se perseguida.
 A atitude de Marianne naquele dia, despertou vontades psicopatas do cabecilha daquele grupo.
 Então ele seguia-a para todo o lado, ia para o café, ele sentava-se a olhar para ela. Começou a recear aquele comportamento. Que mais poderiam querer?
 Até que chegou o dia.
 Marianne começou a estranhar a demora do filho, as horas passavam e Joann não chegava da escola.
 Até que um dos rapazes do trio foi até a casa onde morava a família feliz e foi avisada que, se ela não fosse ter com o cabecilha ao prédio abandonado onde ele vivia, ele matava o seu filho, se avisasse a polícia o marido era morto então ela tinha que ir calada, era simples, trocar o lugar do filho pelo dela, e o filho ia para casa ter com o pai sem saber o que se poderia vir a passar.
 Ao trocar de lugar com o filho, ela entrou naquele prédio e subiu até ao andar onde morava o chefe do grupo, que por acaso era o único apartamento, naquele despojado prédio, que tinha luz. Ao entrar vê um colchão sujo no chão e um cobertor amarelo. Era sujo, tinha muitas beatas e pósteres estranhos.
 Ela, sendo mais velha, entrou a mandar vir com ele, obrigado-o que parassem com aquela história acabando a chorar dizendo que só queria recomeçar uma vida calma naquela vila, suplicando que deixassem  a sua família em paz, estava até disposta a pagar para que os deixassem.
 O homem, diz bshiu e apoia-a, ela começa a ter esperanças que vão terminar com aquilo e que vai correr tudo bem.
 Mas não.
 Haviam 3 pessoas naquele quarto sujo, Marianne, o cabecilha e o outro.
 O cabecilha manda o outro sair do quarto e que não entrasse até ordem contrária, isto inquieta Marianne e ela diz que tem que ir embora e agradece terem libertado o filho e promete não contar nada a polícia.
 Mas o homem saiu e fechou a porta.
 O cabecilha impede Marianne de sair e diz que ele não ia libertar o filho, eles apenas trocaram de lugar, pois Marianne era mais interessante que aquela pobre criança. Marianne grita e começa a tentar fugir, o cabecilha, o homem a agarra-a e começa a rasgar as suas roupas violentamente,sendo completamente indiferente ao seu sofrimento, mas ela tenta impedi-lo esbofeteando e tentando fugir.
 Ele agarra nela, deita-a no chão, agarra numa pequena e afiada navalha e ameaça, ou se cala ou ela morre. Ela calou-se mas as lágrimas percorriam-lhe o rosto até ao peito nu.
 Ela estava completamente nua, ele obrigou-a.
 O medo percorria o corpo de Marianne, arrependendo-se a cada segundo de ter mudado de casa para aquela terrorífica vila.
 O Cabecilha chamou o outro que estava do lado de fora e disse, podes comê-la.
 O homem nojento violou-a de uma forma grotesca, Marianne chorava e pedia por socorro mas estava a começar a desmaiar com os nervos e as dores.
 O homem acaba e vai embora fumar e beber para comemorar.
 Até que fica novamente ela e o líder.
 Relembro que eram jovens entre os 16 e os 18 anos.
 Ele agarra nela e obriga-a a limpar-se, a lavar-se com a água de uma pia que havia naquele quarto, era inverno, a água estava gelada e amarela.
 Marianne lavou-se e perguntou se poderia ir agora. O homem diz que não, que agora era a vez dele e que queria divertir-se muito com ela.
 Ele tinha muitos transtornos e um deles era que adorava ver sangue e pessoas a sofrer, excitava-o.
 Agarra nela e manda-a contra aquele colchão, ela implorando por tudo que a deixasse ir, ele manda-a calar, bate-lhe e começa a rir-se de entusiasmo, um louco.
 Agarra na navalha, e começa a fazer pequenos cortes que perfuram a superfície da sua pele, começa entre o peito, nas costas, braços, rabo, pernas, nas palmas dos pés para impedir que fugisse.
 Agarra no sangue que saía das feridas e passava no seu corpo, lambia-lhe os cortes e ia rindo de uma forma insana.
 Após isto, pressiona com o cigarro aceso sobre as férias que lhe havia feito, queimado-a.
 Marianne não conseguia mais, ela só queria fugir e ir embora, estava desesperada, já suplicava pela morte.
 O homem, cobre-se todo com o sangue que saía das feridas da mulher e começa também a violar, chama-lhe de bicho e diz que as mulheres só servem para aquilo - serem penetradas, usadas e depois mortas.
 Marianne estava em sofrimento total.
 Vê uma garrafa de vidro tentar agarrá-la mas o homem enquanto a violava mordia-a e ela não estava a conseguir, até que conseguiu e bateu-lhe com ela e tentou fugir.
 As suas dores eram tantas, ela estava nua e mal conseguia andar, cheia de cortes, feridas, queimada e cheia de sangue.
 Naquele velho edifício, havia um parque de autocarros queimados e destruídos para a sucata.
 Então ela tenta meter-se no meio para se esconder.
 Até que chega o primeiro que a violou e dá conta daquilo tudo e começa à sua procura.
 Quando ouve o cabecilha a gritar: “não, não, adoro quando elas fogem, ficam mais deliciosas” lambendo insanamente o sangue dela no seu corpo.
 Aqui entendemos que Marianne não havia sido a sua primeira vítima.
 Marianne solta um gemido de dor e ele começa a seguir o gemido, ela agarra nas forças todas corre e grita por socorro, mas ninguém estava lá para a ajudar, não existia ninguém.
 O homem, também nu e ensanguentado apanha-a e arrasta-a pelo pé.
 A sua cara insana de emoções gélidas e indiferença, era aterrorizante.
 De volta ao quarto, ele corta-lhe um pé para que ela não voltasse a fugir, Marianne não aguentava mais e pediu para a matarem, ele ria empolgado, metendo o dedo nos lábios dizendo para ela se calar.
 Marianne adormece de dor. Até que acorda com um cheiro a queimado e começa a gritar histericamente, o homem estava a comer o pé que havia cortado, obrigando Marianne a comer também, ela copse e vomita com toda aquela nojenta situação.
 Marianne agarra na navalha que estava ao lado dela e espeta-a no peito para que conseguisse morrer logo ali.
 Mas ela não morreu.
 Apenas começou a perder muito sangue, e o homem fascinado começou a lambe-lo.
 O terceiro homem, liberta a família, marido e o filho e volta para o prédio, onde estavam os dois amigos.
 A família corre para telefonar à polícia pedindo ajuda para Marianne, com medo do que poderia estar acontecendo.
 Berth, o marido, sente-se incapaz e culpado de tudo.
 Eles não sabiam que os homens tinham fetiches sobre serem presos, por mera devaneio e loucura absoluta.
 Marianne, já perto da morte, ainda é violada pelo terceiro homem que a usa só para se aliviar e selar o último ato sexual.
 Começam a ouvir sirenes e ficam empolgados, agora os três juntos, começam a morder Marianne, despedaçando-a ainda viva, cada um em cada parte, cabecilha, mode-lhe o pescoço, arrancando-lhe a pele e lavando-se com sangue, Marianne não aguenta tanta dor e acaba por morrer.
 Os homens foram apanhados e presos.
 O caso de Marianne foi tão trágico que fizeram notícia dias após o incidente. Contactaram a família informando do que aconteceu, detalhadamente.
 A criança culpa-se o marido também pela sua incapacidade, vivem uma vida sofrida e dura após o que aconteceu a Marianne, Mãe e Esposa.
 Já todo o mundo sabia do ocorrido, mas nunca veio à tona os detalhes deste homicídio.
 Este é o caso de Marianne.